Fragmentos de Maya
Um mundo onde a existência se confunde com a ilusão e o que é talvez não seja nada além de um véu que cobre a realidade. Esse véu é Maya. Que nos possibilita amar, odiar, sentir o gosto, o cheiro e a textura das coisas. Mas que também nos engana, nos afasta e nos deixa ficar na eterna ignorância sobre quem somos realmente. E são sobre esses pequenos pedaços de ilusão que me proponho a escrever. Por mais reais que pareçam ser...
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Ontem
Ontem, pela primeira vez eu te vi.
Você não estava na defensiva.
Gostei do que vi.
Entendi o que vi.
E isso acalmou meu coração.
Vi um pouco além do muro de racionalidade que você construiu para si.
Tijolo por tijolo.
Talvez para se proteger do mundo.
Talvez para evitar a dor que é o viver.
Definitivamente para não se envolver e não se machucar.
Pela primeira vez vi você pisciano.
Com sentimentos.
E não o orgulho ascendente, taurino.
Que tem os pés firmes no chão.
Vi a nebulosidade dos sentimentos.
Gostei muito mais.
Até uma certa fragilidade tinha ali.
Nada melhor que a mistura forte/frágil.
Nada melhor que o abraço pra sempre.
Nada melhor que seus braços naquele momento.
Você não estava na defensiva.
Gostei do que vi.
Entendi o que vi.
E isso acalmou meu coração.
Vi um pouco além do muro de racionalidade que você construiu para si.
Tijolo por tijolo.
Talvez para se proteger do mundo.
Talvez para evitar a dor que é o viver.
Definitivamente para não se envolver e não se machucar.
Pela primeira vez vi você pisciano.
Com sentimentos.
E não o orgulho ascendente, taurino.
Que tem os pés firmes no chão.
Vi a nebulosidade dos sentimentos.
Gostei muito mais.
Até uma certa fragilidade tinha ali.
Nada melhor que a mistura forte/frágil.
Nada melhor que o abraço pra sempre.
Nada melhor que seus braços naquele momento.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Esse mundo é o máximo!
O garçom sempre entrega a conta para o homem, mesmo quando a mulher é quem trabalha. Quando dois casais conhecidos se encontram no shopping, automaticamente as mulheres passam a ser ignoradas durante a conversa dos caras.
Você, mulher, trabalha, ganha a sua grana, sustenta uma casa e um carro, às vezes filhos também, mas ainda tem que jogar quando o assunto é relacionamento. Tem que fazer a santa e não mostrar interesse. Tem que esperar ser convidada. Tem que esperar a ligação. Tem que dizer não num primeiro encontro. Tem que beber pouco e não falar palavrão. E tem que sustentar tudo isso em cima de um salto de 10cm.
Se não fica mal falada, se torna fácil, banca a louca carente que envia mil torpedos numa tarde... E os caras de verdade acreditam que quando a mulher toma a iniciativa de procurá-los é porque ela quer um relacionamento!
Será mesmo?
Você pode estar a toa num domingo a noite, lembrar daquele carinha engraçadinho e pensar: "Por que não?". E não é porque você é educada com o fulano, trata ele bem e com carinho, que está apaixonada! Não é porque você deixa ele sentar o seu sofá, beber sua cerveja, fumar seu cigarro e deitar na sua cama, que você quer namorá-lo! E, com certeza, se você ligar pra ele de novo dali uns 5 dias, não necessariamente significa saudade da ótima conversa e de ter alguém bagunçando a sua casa por algumas horas.
E você, cara, já parou para pensar por que ela nunca te chama pra tomar uma breja fora da casa dela? Por que ela não segura sua mão em público? Por que ela nunca conversa com você no Facebook? Por que ela te liga 11 horas da noite em vez de 5 da tarde?
E mesmo assim, menino, vai ficar achando que se ela te procura é porque ela quer um relacionamento? Então antes de se achar a última coca-cola do deserto, lembra comigo: ela ganha o dinheiro dela, se sustenta, vai e vem de onde quer, banca a própria vida. Não precisamos ser muito espertos para descobrir o que ela quer de você!
E menina, por favor, seja mais corajosa!
Não pule nesse joguinho de se fazer de difícil... É o mesmo que atar suas mãos e ficar à mercê do desejo do outro. E aí vocês sofrem.
Estamos no século 21!
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E pensando que sabia escrever...
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Bazar de Trocas
Começou com poucas pessoas.
A moeda era a troca.
As pessoas foram se multiplicando e a moeda passou a ser itens caros.
E agora com muitas pessoas.
A moeda é a venda.
Um começa a lesar o outro.
Criam-se listas.
Brancas. Pretas.
Formam-se grupos.
Que riem. Que brincam.
Que divertem e são divertidos.
Que odeiam. Que brigam.
Que julgam, condenam e punem.
Bandeiras são levantadas!
Lutas contra o monopólio do poder.
Heróis se erguem.
São derrubados.
As pessoas agora bradam a independência.
O poder nas mãos do povo.
E o pequeno país inventado vai desmoronando.
Assim como tudo feito por homens.
Tem vida útil.
Data de validade.
Acaba.
domingo, 9 de agosto de 2009
Dica de Leitura
"... Estava apaixonado por seu próprio destino e sua caminhada para a ruína parecia-lhe nobre e bela. (...) Ele se sente responsável por seu destino, mas seu destino não se sente responsável por ele..."
Mais um livro bom. Breve.
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Mais um livro bom. Breve.
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segunda-feira, 23 de março de 2009
Dica de leitura: A Ilha dos Amores Infinitos

A Ilha dos Amores Infinitos - Daína Chaviano
"Para fugir da solidão, Cecilia resolve ir a um bar, onde conhece uma misteriosa senhora. Após o primeiro encontro, ela voltará todas as noites ao local de Miami, para escutar da anciã a história de três famílias, que remete a épocas e lugares distantes - um suicídio na China, que desencadeia várias lembranças familiares a Cecilia; uma maldição que assombra algumas mulheres de um povoado espanhol; e a saga de uma jovem africana, que é arrancada de casa para um destino desconhecido."
É um livro que mescla uma Cuba chinesa, espanhola e africana, sem aquele acentuado clichê pró Fidel e a Revolução. Mostra além, mostra gente, mostra mito, mostra magia, mostra vida real que se entrelaça e surpreende.
Eu adorei.
É um livro que mescla uma Cuba chinesa, espanhola e africana, sem aquele acentuado clichê pró Fidel e a Revolução. Mostra além, mostra gente, mostra mito, mostra magia, mostra vida real que se entrelaça e surpreende.
Eu adorei.
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Dicas,
E pensando que sabia escrever...
sábado, 7 de março de 2009
Inteiro Diferente
Reconstruir pela metade
É válido, mas é esboço
Desenhado por lápis mal apontado
Tirado lá do fundo do poço
Causa estranheza meio a tanta semelhança
Pois não é o que parece
Entorpece, nubla, enjoa
Só resta fazer uma prece
Reescrever
Apagar
Escrever
Esperar
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É válido, mas é esboço
Desenhado por lápis mal apontado
Tirado lá do fundo do poço
Causa estranheza meio a tanta semelhança
Pois não é o que parece
Entorpece, nubla, enjoa
Só resta fazer uma prece
Reescrever
Apagar
Escrever
Esperar
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
A beleza do meu útero
Alguma vez você já parou para pensar o quanto são absurdas nossas práticas de beleza e saúde?
Para ter um sorriso bonito, dá-lhe brocas, raspagens que sangram as gengivas, pinças, aparelhos dentários que nos remetem aos aparelhos de tortura medieval.
Para ter os cabelos lisos e certinhos, dá-lhe chapinha, escova, produtos químicos com cheiros insuportáveis e tudo isso durante o verão brasileiro, que torna os rituais ainda mais quentes e desagradáveis.
Para pêlos loirinhos, descolorantes que ardem a pele e a pobre moça fica pulando igual uma macaca até dar o tempo de tirar.
E depilação? A cera fervente em cima da pele, retirada de surpresa para o seu espanto, dor e desconforto.
No oftalmologista dilatamos a pupila até um ponto onde não é possível enxergar um sofá com nitidez.
Na fonoaudióloga injetam líquidos quentes em nossos ouvidos para que percamos a noção de tempo, e principalmente, espaço.
No gastro te introduzem um tubo goela abaixo.
No neurologista colam eletrodos ligados a fios por toda sua cabeça.
E a ginecologista vem falar que meu útero é lindo e cor-de-rosa depois de me deixar minutos com aquele bico-de-pato enquanto fuça dentro de mim?
Tenha dó!
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O homem na seção de lingerie
Você ouve o anúncio no rádio e na TV: “Super Liquidação de Verão! Todas as peças com até 80% de desconto! Venham conferir!”. E você vai.
Anda a loja inteira, experimenta milhares de roupas bacanas. Passa pelas blusinhas, shorts, saias, bolsas, sapatos... E chega à seção de lingerie! Tudo em promoção!
Você pensa que é hora de comprar coisinhas novas.
Entra ali pela parte tamanho GG, onde todas as peças são beges. Essa parte da seção normalmente é a que dá de frente para o corredor nas lojas de departamentos (e normalmente fica ao lado dos pijamas de bichinhos).
Vai até as calcinhas cor-de-rosa tamanho normal.
Chega às calcinhas de lateral bem fininha e parte de trás grandona.
E então avista aquelas pecinhas minúsculas pretas, vermelhas, de oncinha, tigrinho, cheias de lacinhos, transparências, que cobrem exatamente a marca daquele seu biquíni novo.
Vorazmente chega até o corredor delas. Não vê mais nada a sua volta.
Mas, de repente, ele surge: Cara de tonto, bolsa feminina pendurada transversalmente, diversas sacolas de compras, um ar de quem está viajando ali enquanto espera sua esposa olhar as calcinhas beges GG e os pijamões de bichinho, e para bem, mas bem, em frente às calcinhas pequeninas que você havia avistado.
Você dá uma volta no corredor. Tenta olhar por cima de seus ombros. E nada. Desiste e vai ver outras coisas.
Agora me diz, por que esses babacas não esperam na seção de meias ou no corredor?
Afinal, ninguém é obrigado a escolher suas calcinhas do lado de um marmanjo com cara de tonto!
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sábado, 3 de janeiro de 2009
Brincar de Ano Novo
Hei, vamos brincar de ser feliz?
Você aí e eu aqui
A gente finge um sorriso sincero
Um abraço terno e um beijo de amor
Que irão se encontrar por fotografias
Por poesias, bem longe do ardor
Num lençol geladinho, num quarto
E sozinho para fazer amor
E num dia de sol a gente deita na grama
Faz dela uma cama e se desmancha em calor
Inventa um pedido, um cupido, um bandido
Qualquer coisa para se desfazer de toda a dor
Quando a noite azulada chegar
A gente sai na sacada para se embebedar
E quem sabe escreve um breve poema brega
Sobre como teria sido bom brincar
Você aí e eu aqui
A gente finge um sorriso sincero
Um abraço terno e um beijo de amor
Que irão se encontrar por fotografias
Por poesias, bem longe do ardor
Num lençol geladinho, num quarto
E sozinho para fazer amor
E num dia de sol a gente deita na grama
Faz dela uma cama e se desmancha em calor
Inventa um pedido, um cupido, um bandido
Qualquer coisa para se desfazer de toda a dor
Quando a noite azulada chegar
A gente sai na sacada para se embebedar
E quem sabe escreve um breve poema brega
Sobre como teria sido bom brincar
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Deixar a mágica permanecer
Depois de uma longa ausência, onde eu estava me preocupando de viver a vida real, eis que volto para cá tentar tecer alguma coisa sobre o novo ano.
Todo final/início de ano é muito parecido. São dias revestidos por pensamentos saudosos, lembranças de outrora onde se foi mais feliz, de pessoas que não estão mais aqui, de pessoas que estão, aquele sentimento de falta de algo que ainda não se fez... E são justamente esses sentimentos que impulsionam as promessas e a esperança de começar de novo no ano que está para surgir.
Tem gente que se pergunta o porquê de se preparar tanto para uma contagem de 10 segundos apenas, onde depois todos se abraçam, bebem, tiram fotografias e acaba. Mas os dias que antecedem a mudança de ano são permeados por constantes sensações de fechar um ciclo e iniciar outro melhor, mais bonito, mais colorido. E o que seria de nós sem esses rituais?
Falo por experiência própria, experiência de passagens de ano movimentadas, na praia, por exemplo, bebendo e pulando sete ondas, em casa com familiares comendo romãs para guardar as sementes na carteira na esperança de atrair boa fortuna e até mesmo sozinha em casa lendo, vendo fogos pela televisão. E não há nada mais triste e sem sentido que não se fazer participar da festividade humana da passagem do tempo.
É como assistir um filme, se identificar com o cara do mal e suas práticas e não ter a possibilidade de reparação ao final, a possibilidade de se eximir da culpa vendo-o ser punido e o bem prevalecer. É como passar o ano todo fazendo errado e não ter a possibilidade de se perdoar e começar de novo.
Ninguém para pra analisar o caráter mágico do ritual de passagem de ano.
Claro que a magia se perde cada vez mais de ano para ano, mas ainda há um quê de mistério nesse momento, embora essas sensações esmoreçam e cheguem a total inexistência quando a rotina é retomada. Mas é esse ‘quê’ que faz com que tudo se repita no próximo ano.
Por alguns segundos somos capazes de esquecer todo o resto que nos cerca, somos capazes de potencializar nossas orações e pedidos, somos capazes de crer em coisas normalmente incríveis. Somos capazes de abraçar um estranho e desejar do fundo do coração que ele tenha um bom ano. Ainda mais, somos capazes de nos perdoar e perdoar também aqueles que nos magoaram.
E pelo menos uma semana, entre o ano velho e o ano vindouro, fica enuviada por uma atmosfera densa de sonhos, memórias, saudades, perdões e esperanças capazes de transformar quem os sentem, pelo menos por alguns dias...
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Todo final/início de ano é muito parecido. São dias revestidos por pensamentos saudosos, lembranças de outrora onde se foi mais feliz, de pessoas que não estão mais aqui, de pessoas que estão, aquele sentimento de falta de algo que ainda não se fez... E são justamente esses sentimentos que impulsionam as promessas e a esperança de começar de novo no ano que está para surgir.
Tem gente que se pergunta o porquê de se preparar tanto para uma contagem de 10 segundos apenas, onde depois todos se abraçam, bebem, tiram fotografias e acaba. Mas os dias que antecedem a mudança de ano são permeados por constantes sensações de fechar um ciclo e iniciar outro melhor, mais bonito, mais colorido. E o que seria de nós sem esses rituais?
Falo por experiência própria, experiência de passagens de ano movimentadas, na praia, por exemplo, bebendo e pulando sete ondas, em casa com familiares comendo romãs para guardar as sementes na carteira na esperança de atrair boa fortuna e até mesmo sozinha em casa lendo, vendo fogos pela televisão. E não há nada mais triste e sem sentido que não se fazer participar da festividade humana da passagem do tempo.
É como assistir um filme, se identificar com o cara do mal e suas práticas e não ter a possibilidade de reparação ao final, a possibilidade de se eximir da culpa vendo-o ser punido e o bem prevalecer. É como passar o ano todo fazendo errado e não ter a possibilidade de se perdoar e começar de novo.
Ninguém para pra analisar o caráter mágico do ritual de passagem de ano.
Claro que a magia se perde cada vez mais de ano para ano, mas ainda há um quê de mistério nesse momento, embora essas sensações esmoreçam e cheguem a total inexistência quando a rotina é retomada. Mas é esse ‘quê’ que faz com que tudo se repita no próximo ano.
Por alguns segundos somos capazes de esquecer todo o resto que nos cerca, somos capazes de potencializar nossas orações e pedidos, somos capazes de crer em coisas normalmente incríveis. Somos capazes de abraçar um estranho e desejar do fundo do coração que ele tenha um bom ano. Ainda mais, somos capazes de nos perdoar e perdoar também aqueles que nos magoaram.
E pelo menos uma semana, entre o ano velho e o ano vindouro, fica enuviada por uma atmosfera densa de sonhos, memórias, saudades, perdões e esperanças capazes de transformar quem os sentem, pelo menos por alguns dias...
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sábado, 27 de dezembro de 2008
Considerações
Já vivi tudo intensamente, hoje quero paz de espírito. Apenas.
Se for acompanhada de um cara bacana, melhor ainda. Se não, tudo bem, sei viver bem comigo. Não beijo alguém apenas para não ficar sozinha uma noite, não preciso disso.
Tenho milhões de defeitos.
Sou ansiosa, impaciente, racionalizo tudo. Sinto ciúmes, mas sou orgulhosa demais para assumir isso. E raramente peço ajuda ou falo dos meus problemas.
Não suporto medir desgraças.
Porém sou boa ouvinte e se me importo, com certeza, será verdadeiro.
Sei que jamais serei magrinha, então não encano com dietas e um corpo perfeito, estou bem com os meus 60kg.
E não faria plástica no meu nariz.
Já fui loira (e sim, as loiras chamam muito mais a atenção dos homens!). Já fui ruiva, mas sou morena! Gosto de ser morena.
Adoro as minhas tatuagens. De todas as cicatrizes, essas são as que escolhi para mim. E todas tem significado.
Hoje já não preciso que outras pessoas me digam o quanto sou bonita, sexy, inteligente.
Cresci. Confio em mim e no que sou capaz.
Antes só do que mal acompanhada, e isso vale para amigos também. Não tenho medo de me afastar do que não me faz bem. Nada me prende a situações onde não sou feliz.
Dificilmente alguém vai me ver chorando. Esse é um privilégio somente dos que são especiais para mim.
Falo muito, falo muita bobeira, faço palhaçada, adoro fazer as pessoas se sentirem a vontade, verem que podem rir de seus problemas também.
Sou compreensiva, evito julgamentos. Aceito as pessoas como elas são, mas não me machuque. A minha maneira de reagir ao sofrimento é ficar longe.
Porém não finjo indiferença apenas para magoar alguém! Se acaba, acaba uma só vez. Não olho para trás. Mais um defeito, sou 8 ou 80.
Mas de cada época da minha vida levo pelo menos uma pessoa para sempre. Não sei porque é assim.
Em alguns momentos sou impulsiva, acabo sendo grossa e estúpida, mas sei reconhecer e pedir desculpas. Não gosto de fofocas e não falo nada além do que falaria diretamente para a pessoa.
Posso parecer um pouco excêntrica, tenho gostos estranhos, prefiro a noite, o silêncio, mas sou bastante comum.
Gosto de arte, livros, teatro, escrever, desenhar, conversar, discutir.
Não gosto de balada, ficar bêbada, perder a noção. Poderia dizer que não tenho mais idade pra isso, mas tenho apenas 24 anos. É que já vivi essa fase e garanto que não me acrescentou nada. Alguns me acham um pouco séria, ou velha demais, por isso.
Fiz muita coisa na minha vida! Tenho pouquíssimos arrependimentos, afinal graças a tudo que já fiz que hoje sei o que quero e o que não quero pra mim. Os erros fazem a gente amadurecer muito mais que os acertos.
Sinto de verdade por tudo de ruim que existe no mundo, vivo pensando sobre essas coisas, isso me deixa mal, mas ainda assim gosto de discutí-las. Choro ao ver crueldade com animais e desenhos da Disney, e evito comer carne apenas por dó.
Me formei em psicologia e não sei se quero continuar sendo psicóloga, porém também não sei fazer outra coisa. Ó dúvida!
Mas uma coisa que tenho certeza é que sou forte, muito mais do que imaginava.
E tenho fé!
Um bom 2009!
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domingo, 30 de novembro de 2008
"Sapato 36"
Na semana que passou fui comprar um tênis.
Não compro um tênis desde 2004/2005. Aliás, não uso tênis. Minha vida se resume a scarpins e sandálias com salto alto. Em casa fico descalça.
Por alguns segundos vislumbrei no tênis a possibilidade de resgatar algo que me foi precioso em outros tempos: a sensação de ser livre para me vestir como quero! Comprei um All Star verde musgo (que atualmente se chama Converse – Estou ficando velha!).
O tênis é lindo! Me remeteu instantaneamente a época em que eu andava pisando nas barras das minhas calças jeans velhas e surradas, carregando uma enorme mochila cheia de cadernos e livros. E o melhor de tudo, o tênis é número 34! Jamais usei um sapato número 34... Será que os adolescentes de hoje tem pés menores ou as crianças estão se vestindo com roupas e sapatos adultos? Não cabe aqui pensar sobre isso.
Cheguei em casa doida para ‘estrear’ meu sapato novo e foi então que uma sensação dolorida de melancolia tomou conta do meu coração. Não tenho nenhuma roupa que combine com meu all star! Não vejam essa situação pelo simplório ângulo, até mesmo fútil, da moda. A questão não foi não ter roupas suficientes e sim perceber que minha identidade visual enquanto pessoa adulta é composta por roupas que jamais admirei e quis usar.
Experimentei o tênis com calças sociais, terninhos, cigarettes, camisas... E nada entrava em harmonia. Foi como se um dos pedaços mais importantes de mim não fizesse parte, ou não pudesse fazer... Aquele pedaço que é consciente. Que é prazer. Que é escolha.
Ressuscitei uma velha calça jeans, uma camisetinha branca básica e coloquei meu sapato novo. Mas os meus pés já estavam tão calejados pelos scarpins e sandálias que o sapato me machucou... E para minha triste surpresa constatei que já estou tão dentro de um mundo que não é meu, que os meus desejos são fonte de dor e não de prazer...
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Não compro um tênis desde 2004/2005. Aliás, não uso tênis. Minha vida se resume a scarpins e sandálias com salto alto. Em casa fico descalça.
Por alguns segundos vislumbrei no tênis a possibilidade de resgatar algo que me foi precioso em outros tempos: a sensação de ser livre para me vestir como quero! Comprei um All Star verde musgo (que atualmente se chama Converse – Estou ficando velha!).
O tênis é lindo! Me remeteu instantaneamente a época em que eu andava pisando nas barras das minhas calças jeans velhas e surradas, carregando uma enorme mochila cheia de cadernos e livros. E o melhor de tudo, o tênis é número 34! Jamais usei um sapato número 34... Será que os adolescentes de hoje tem pés menores ou as crianças estão se vestindo com roupas e sapatos adultos? Não cabe aqui pensar sobre isso.
Cheguei em casa doida para ‘estrear’ meu sapato novo e foi então que uma sensação dolorida de melancolia tomou conta do meu coração. Não tenho nenhuma roupa que combine com meu all star! Não vejam essa situação pelo simplório ângulo, até mesmo fútil, da moda. A questão não foi não ter roupas suficientes e sim perceber que minha identidade visual enquanto pessoa adulta é composta por roupas que jamais admirei e quis usar.
Experimentei o tênis com calças sociais, terninhos, cigarettes, camisas... E nada entrava em harmonia. Foi como se um dos pedaços mais importantes de mim não fizesse parte, ou não pudesse fazer... Aquele pedaço que é consciente. Que é prazer. Que é escolha.
Ressuscitei uma velha calça jeans, uma camisetinha branca básica e coloquei meu sapato novo. Mas os meus pés já estavam tão calejados pelos scarpins e sandálias que o sapato me machucou... E para minha triste surpresa constatei que já estou tão dentro de um mundo que não é meu, que os meus desejos são fonte de dor e não de prazer...
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Sub Versões
Windows pirata
Cabelo cortado em casa
Cd de mp3
Brinco de lata
Óculos de camelô
Cartucho remanufaturado
Carro com gambiarra
Dvd copiado
Isqueiro 'paraguaiado'
Medicamento genérico
Bolsa falsificada
Couro sintético
Caderno reciclado
Corpo pintado
Coletivo lotado
Coração rasgado.
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Cabelo cortado em casa
Cd de mp3
Brinco de lata
Óculos de camelô
Cartucho remanufaturado
Carro com gambiarra
Dvd copiado
Isqueiro 'paraguaiado'
Medicamento genérico
Bolsa falsificada
Couro sintético
Caderno reciclado
Corpo pintado
Coletivo lotado
Coração rasgado.
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Fragmentos,
Músicas Poesias e Poemas
domingo, 19 de outubro de 2008
O que vem da vida
Quando enxergamos tudo o que vem da vida como chances de crescimento e aprendizagem...
Quando aceitamos e, principalmente, agradecemos por essas coisas, sejam elas como forem...
Aí então não existe bom ou ruim, passamos a ver a beleza da vida enquanto possibilidade infinita, e podemos ser como quisermos.
É fácil agradecer um dia ensolarado, um presente, uma boa surpresa.
Mas sabedoria e paz só vêm com as tempestades, com a dor, com a saudade e com a nossa sensibilidade para agradecer por estarmos vivos, e sermos melhores pessoas, apesar de tudo.
Lamento, rancor e raiva são sentimentos humanos, mas não podem trazer felicidade. Não podemos nos impedir de sentir coisas, mas podemos escolher qual delas queremos alimentar.
Assim como você, sou feita de possibilidade...
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Quando aceitamos e, principalmente, agradecemos por essas coisas, sejam elas como forem...
Aí então não existe bom ou ruim, passamos a ver a beleza da vida enquanto possibilidade infinita, e podemos ser como quisermos.
É fácil agradecer um dia ensolarado, um presente, uma boa surpresa.
Mas sabedoria e paz só vêm com as tempestades, com a dor, com a saudade e com a nossa sensibilidade para agradecer por estarmos vivos, e sermos melhores pessoas, apesar de tudo.
Lamento, rancor e raiva são sentimentos humanos, mas não podem trazer felicidade. Não podemos nos impedir de sentir coisas, mas podemos escolher qual delas queremos alimentar.
Assim como você, sou feita de possibilidade...
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Fora de moda
Ser humano anda fora de moda. Respeito, auto-respeito, amor... Fora de moda também.
Para ser igual aos outros temos que ser diferente do que somos.
Temos que beijar estranhos numa balada onde sequer conseguimos descobrir seus nomes, seus gostos, suas idéias por causa do volume da música eletrônica, sem letra, sem sentimento. E se formos pra cama direto com o sujeito, melhor ainda.
É uma pressa, um desejo de prazer imediato, segunda-feira tudo volta ao normal, trabalho, escola, chefe, cobranças... Deve ser rápido!
Para sermos igual ao outro temos que beber o máximo que conseguirmos numa noite, para ficarmos anestesiados, dormentes, quase um sonho, e assim podermos fazer tudo. E se não for pra beber e apenas estar com os amigos, não vale a pena, melhor ficar em casa, afinal ‘quem não bebe não tem histórias para contar’.
E se todos estão fumando um baseado, temos que fumar também! Opa! O mundo não tem espaço para pessoas com atitudes conscientes e sobriedade. Está fora de moda, ninguém consegue suportar a dura ‘realidade’.
Desconfio que ser moderno e estar embriagado têm uma estreita relação. Desconfio.
Parar sermos inteligentes temos que gostar de filmes ‘cult’ e abominar comédias americanas! Quanto mais dor, mais incompreensível e mais junkie for o filme, melhor. E os livros? Poesia, literatura... Ah! Fora de moda também!
A moda também é não crer em Deus e para se sentir moderno tem que duvidar. Que primitivo é acreditar em alguém que nunca vimos! Lembrando que fazer sexo por fazer, com um estranho, nada tem de primitivo e animal (!).
A moda é ser descartável. No emprego, nas relações, nas atitudes. O que fazemos hoje, é hoje, amanhã não é mais. Os homens não sustentam mais sua palavra. Valores e princípios estão fora de moda.
Temos que usar all-star, camisa pólo listrada, cabelo jogadinho no rosto e óculos imensos. Não importa o que a gente gosta de usar, não está na moda.
E aquelas pessoas que se respeitam? Que respeitam seus corpos? Que respeitam suas almas? Seus gostos? Sua consciência? Seus amigos? Seus parceiros?
Elas estão fora de moda! São caretas e chatas... Como eu.
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Para ser igual aos outros temos que ser diferente do que somos.
Temos que beijar estranhos numa balada onde sequer conseguimos descobrir seus nomes, seus gostos, suas idéias por causa do volume da música eletrônica, sem letra, sem sentimento. E se formos pra cama direto com o sujeito, melhor ainda.
É uma pressa, um desejo de prazer imediato, segunda-feira tudo volta ao normal, trabalho, escola, chefe, cobranças... Deve ser rápido!
Para sermos igual ao outro temos que beber o máximo que conseguirmos numa noite, para ficarmos anestesiados, dormentes, quase um sonho, e assim podermos fazer tudo. E se não for pra beber e apenas estar com os amigos, não vale a pena, melhor ficar em casa, afinal ‘quem não bebe não tem histórias para contar’.
E se todos estão fumando um baseado, temos que fumar também! Opa! O mundo não tem espaço para pessoas com atitudes conscientes e sobriedade. Está fora de moda, ninguém consegue suportar a dura ‘realidade’.
Desconfio que ser moderno e estar embriagado têm uma estreita relação. Desconfio.
Parar sermos inteligentes temos que gostar de filmes ‘cult’ e abominar comédias americanas! Quanto mais dor, mais incompreensível e mais junkie for o filme, melhor. E os livros? Poesia, literatura... Ah! Fora de moda também!
A moda também é não crer em Deus e para se sentir moderno tem que duvidar. Que primitivo é acreditar em alguém que nunca vimos! Lembrando que fazer sexo por fazer, com um estranho, nada tem de primitivo e animal (!).
A moda é ser descartável. No emprego, nas relações, nas atitudes. O que fazemos hoje, é hoje, amanhã não é mais. Os homens não sustentam mais sua palavra. Valores e princípios estão fora de moda.
Temos que usar all-star, camisa pólo listrada, cabelo jogadinho no rosto e óculos imensos. Não importa o que a gente gosta de usar, não está na moda.
E aquelas pessoas que se respeitam? Que respeitam seus corpos? Que respeitam suas almas? Seus gostos? Sua consciência? Seus amigos? Seus parceiros?
Elas estão fora de moda! São caretas e chatas... Como eu.
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domingo, 5 de outubro de 2008
Eu sou comum... Ah! Bastante comum!
Gosto das coisas antigas, de olhar pro céu, de pintar a unha de vermelho.
Oro no ônibus todo dia. Agradeço e agradeço!
As dores, os amores e o que ainda nem veio.
Gosto de salto alto, de bijuteria e das pintinhas de sol no meu rosto.
Escrevo, me apaixono, falo e sinto besteiras.
Cigarro e Coca-Cola. Gosto é gosto.
Gosto de fotos, de livros, de atos!
Converso com mendigos, corto meu cabelo, rio sozinha.
Meus gatos! Como amo meus gatos!
Não bebo, não cozinho, não mato, não faço dieta.
E não acredito em quem busca a consciência estando chapado.
Gosto de cactos, de poesia e de idéias.
Gosto de estar acompanhada e não me queixo por estar só.
Aliás, quase não me queixo.
O pior sentimento só pode ser dó.
Não gosto de café, de chuva e nem de ganhar flores.
E música deve ter voz, violão e sentimento.
Prefiro as que dizem das dores.
Sou inconstante, intensa, impaciente.
Gosto do imperfeito... Inacabado.
Gosto de gente!
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Oro no ônibus todo dia. Agradeço e agradeço!
As dores, os amores e o que ainda nem veio.
Gosto de salto alto, de bijuteria e das pintinhas de sol no meu rosto.
Escrevo, me apaixono, falo e sinto besteiras.
Cigarro e Coca-Cola. Gosto é gosto.
Gosto de fotos, de livros, de atos!
Converso com mendigos, corto meu cabelo, rio sozinha.
Meus gatos! Como amo meus gatos!
Não bebo, não cozinho, não mato, não faço dieta.
E não acredito em quem busca a consciência estando chapado.
Gosto de cactos, de poesia e de idéias.
Gosto de estar acompanhada e não me queixo por estar só.
Aliás, quase não me queixo.
O pior sentimento só pode ser dó.
Não gosto de café, de chuva e nem de ganhar flores.
E música deve ter voz, violão e sentimento.
Prefiro as que dizem das dores.
Sou inconstante, intensa, impaciente.
Gosto do imperfeito... Inacabado.
Gosto de gente!
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Acasos, destino, coincidências e sincronicidade
Desde a adolescência a questão Acaso X Destino faz parte das conversinhas entre grupos de amigos. Uns dizem acreditar que ‘nada é por acaso’, outros dizem que sim, que seria sem graça demais se a vida estivesse predestinada, já que assim não importaria qual escolha fizéssemos que de qualquer maneira seria obra do destino. Não existiria livre-arbítrio.
E por aí as opiniões se dividem. E como encontrar um meio-termo capaz de dar conta da eterna dualidade homem/divino?
Sabe quando algo acontece na vida e de repente você encontra menções a esse ‘algo’ em todos os lugares? Por exemplo: Você quer comprar um carro, comenta isso com um amigo e a partir desse momento você passa a ver esse modelo de carro em todos os lugares. Ou então você descobre que tem uma doença e, da noite para o dia, várias pessoas com a mesma doença aparecem na sua vida.
A ciência positivista, cartesiana, diria que a partir do momento em que você começa a prestar atenção em algo, a sua mente fica atenta a tudo que for parecido, dando a impressão que a partir desse momento as coisas começaram a surgir na sua vida, porém elas sempre estiveram lá, você que nunca percebeu.
Algumas correntes da psicologia acreditam em algo semelhante. Acreditam na consciência intencional, na consciência de algo, digamos, a grosso modo, que a consciência ‘escolhe’ em que focar sua atenção. Ou então que esse carro, por exemplo, deixou de fazer parte do pano de fundo e passou a ser figura em sua vida, ganhando um papel de importância.
Será?
Um outro termo, chamado sincronicidade, parece se fazer necessário em algumas situações. A sincronicidade seria basicamente uma junção de eventos significativos para o sujeito que culminam num insight, numa compreensão maior do acontecimento, podendo envolver uma ou mais pessoas e ter um significado semelhante para todas elas.
Existem inúmeras situações de sincronicidade, algumas vezes pensamos em uma pessoa e em seguida ela nos liga dizendo que estava pensando na gente, sem nenhum motivo aparente para essa lembrança inesperada. Algumas vezes estamos em dúvida quanto a uma decisão difícil de ser tomada e, de repente, pegamos uma revista qualquer e lá está uma matéria imensa que trata absolutamente da mesma questão que está nos afligindo. E quando pensamos em visitar algum lugar até então desconhecido para o nosso círculo social e, do nada, sem que comentássemos com alguém, uma pessoa chega contando que foi para tal lugar no final de semana?
Mero acaso? Mera coincidência? Destino? Sincronicidade?
O que te vem à cabeça quando pensa palavras como: Sincronia, sincronismo, sincronizado?
Normalmente pensamos em sintonia, movimentos iguais, harmonia...
E porque seria tão estranho pensar que, se estamos sincronizados, sintonizados, com o pensamento de mais pessoas, isso seria um facilitador para que essas pessoas se aproximem da gente? Afinal sabemos que as pessoas se unem por afinidades, sejam ideológicas, estéticas, laborais, mas de qualquer maneira se unem por afinidades, e porque não afinidades de pensamento?
Então, antes de pensar na dicotomia Acaso x Destino, porque não podemos simplesmente acreditar que na medida em que pensamos e desejamos, atraímos para perto os objetos desse desejo?
Não seria mero acaso, muito menos mero destino... Seria busca!
E por aí as opiniões se dividem. E como encontrar um meio-termo capaz de dar conta da eterna dualidade homem/divino?
Sabe quando algo acontece na vida e de repente você encontra menções a esse ‘algo’ em todos os lugares? Por exemplo: Você quer comprar um carro, comenta isso com um amigo e a partir desse momento você passa a ver esse modelo de carro em todos os lugares. Ou então você descobre que tem uma doença e, da noite para o dia, várias pessoas com a mesma doença aparecem na sua vida.
A ciência positivista, cartesiana, diria que a partir do momento em que você começa a prestar atenção em algo, a sua mente fica atenta a tudo que for parecido, dando a impressão que a partir desse momento as coisas começaram a surgir na sua vida, porém elas sempre estiveram lá, você que nunca percebeu.
Algumas correntes da psicologia acreditam em algo semelhante. Acreditam na consciência intencional, na consciência de algo, digamos, a grosso modo, que a consciência ‘escolhe’ em que focar sua atenção. Ou então que esse carro, por exemplo, deixou de fazer parte do pano de fundo e passou a ser figura em sua vida, ganhando um papel de importância.
Será?
Um outro termo, chamado sincronicidade, parece se fazer necessário em algumas situações. A sincronicidade seria basicamente uma junção de eventos significativos para o sujeito que culminam num insight, numa compreensão maior do acontecimento, podendo envolver uma ou mais pessoas e ter um significado semelhante para todas elas.
Existem inúmeras situações de sincronicidade, algumas vezes pensamos em uma pessoa e em seguida ela nos liga dizendo que estava pensando na gente, sem nenhum motivo aparente para essa lembrança inesperada. Algumas vezes estamos em dúvida quanto a uma decisão difícil de ser tomada e, de repente, pegamos uma revista qualquer e lá está uma matéria imensa que trata absolutamente da mesma questão que está nos afligindo. E quando pensamos em visitar algum lugar até então desconhecido para o nosso círculo social e, do nada, sem que comentássemos com alguém, uma pessoa chega contando que foi para tal lugar no final de semana?
Mero acaso? Mera coincidência? Destino? Sincronicidade?
O que te vem à cabeça quando pensa palavras como: Sincronia, sincronismo, sincronizado?
Normalmente pensamos em sintonia, movimentos iguais, harmonia...
E porque seria tão estranho pensar que, se estamos sincronizados, sintonizados, com o pensamento de mais pessoas, isso seria um facilitador para que essas pessoas se aproximem da gente? Afinal sabemos que as pessoas se unem por afinidades, sejam ideológicas, estéticas, laborais, mas de qualquer maneira se unem por afinidades, e porque não afinidades de pensamento?
Então, antes de pensar na dicotomia Acaso x Destino, porque não podemos simplesmente acreditar que na medida em que pensamos e desejamos, atraímos para perto os objetos desse desejo?
Não seria mero acaso, muito menos mero destino... Seria busca!
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E pensando que sabia escrever...
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Salmo 91
"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguros; a sua verdade será o teu escudo e broquel.
Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,
Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.
Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tú não serás atingido.
Somente com os teus olhos contemplarás, e verás o castigo dos ímpios.
Porque tú, ó Senhor, és meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.
Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.
Pisarás o leão e o aspide; calcarás o filho do leão e da serpente.
Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o men nome.
Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.
Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação."
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E que Deus abençoe e proteja a todos!
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Seus olhos de gato
Através dos seus olhos vejo um mundo que não é meu
Vejo tempestade
Vejo entendimento
Vejo um verde destoar de toda a dor
Vejo seu sorriso
Seus pensamentos
Seus ‘não sei’
E seus ‘sei lá’
Vejo amor
Vejo força
Vejo delicadeza
Vejo mar
E também me vejo
Pequena e de ponta-cabeça
Com os braços abertos
A sempre te amar
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Vejo tempestade
Vejo entendimento
Vejo um verde destoar de toda a dor
Vejo seu sorriso
Seus pensamentos
Seus ‘não sei’
E seus ‘sei lá’
Vejo amor
Vejo força
Vejo delicadeza
Vejo mar
E também me vejo
Pequena e de ponta-cabeça
Com os braços abertos
A sempre te amar
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