sexta-feira, 22 de junho de 2007
Era por volta de 9 da manhã e o interfone tocava ininterruptamente. Do quarto, ainda dormindo, eu podia ouvir um barulho irritante vindo de longe.
Pulei depressa da cama e fui interromper aquele barulho desagradável.
Era o zelador do prédio:
- Andrezza?
- Aham, o que houve?
- A Bandeirantes está aqui para cortar sua energia, você está com a conta paga?
- Acho que sim Carlos, vou ver e já desço.
Procurei a conta em todos os lugares possíveis e não a encontrei. Um misto de raiva e sono tomava lugar dentro de mim, estava dormindo a somente 4 horas. Desci e falei para cortar a luz que eu não havia encontrado a conta.
Voltei a dormir na esperança de aquilo tudo ter sido um sonho.
Por volta das 15:00 levantei novamente. Já havia esquecido do ocorrido pela manhã. Estava com fome, com preguiça e com dor de cabeça.
Sentei no sofá da sala, acendi um cigarro e já na primeira tragada a dor de estômago me pegou.
"A conta de luz!" Eu pensei. Havia me lembrado que não tinha energia no apartamento.
Procurei por mais algum tempo e nada da conta. Estavam todas lá: Fevereiro, março, abril, junho... Mas maio não. Não havia nem sinal dela.
Tentei esquentar um prato de comida em banho-maria, para não sujar panelas ao retirar os alimentos das vasilhas para microondas. Não deu certo. Eu e o cachorro comemos a comida fria mesmo. "Carne de soja gelada é uma delícia", imaginem só. Não consegui me convencer disso.
O silêncio absoluto a cada momento me lembrava que não havia nada para fazer. Nem computador, nem rádio e nem mesmo a televisão que gosto tão pouco.
Onde estaria a conta que supostamente deveria estar paga juntamente com as demais? Provavelmente não havia sido entregue no meu apartamento e por não estar com as contas a pagar, não foi paga.
O telefone ainda funcionava. Mas ligar para quem?
Para a Bandeirantes, é claro!
E aí o estresse de verdade começou.
Ao iniciar a conversa com o atendente logo percebi que no endereço de faturamento da conta de junho constava o meu antigo endereço (mudei a quase dois anos). Pronto! A conta de maio havia sido enviada para aquele endereço.
Mas quem havia alterado o endereço? Eu queria respostas! E ele não conseguia respondê-las!
A noite ia se aproximando e o apartamento ficando cada vez mais escuro. Eu tinha apenas uma vela, que iluminou a calorosa discussão com 4 atendentes diferentes por quase 2 horas.
Por mais que eu soubesse que o erro havia sido deles e o sentimento de indignação completa estivesse tomando conta de mim... Percebi que deveria realmente pagar a conta para ter a energia de volta.
E assim foi feito.
Ah! Mas não vai ficar assim, de jeito nenhum!
Pulei depressa da cama e fui interromper aquele barulho desagradável.
Era o zelador do prédio:
- Andrezza?
- Aham, o que houve?
- A Bandeirantes está aqui para cortar sua energia, você está com a conta paga?
- Acho que sim Carlos, vou ver e já desço.
Procurei a conta em todos os lugares possíveis e não a encontrei. Um misto de raiva e sono tomava lugar dentro de mim, estava dormindo a somente 4 horas. Desci e falei para cortar a luz que eu não havia encontrado a conta.
Voltei a dormir na esperança de aquilo tudo ter sido um sonho.
Por volta das 15:00 levantei novamente. Já havia esquecido do ocorrido pela manhã. Estava com fome, com preguiça e com dor de cabeça.
Sentei no sofá da sala, acendi um cigarro e já na primeira tragada a dor de estômago me pegou.
"A conta de luz!" Eu pensei. Havia me lembrado que não tinha energia no apartamento.
Procurei por mais algum tempo e nada da conta. Estavam todas lá: Fevereiro, março, abril, junho... Mas maio não. Não havia nem sinal dela.
Tentei esquentar um prato de comida em banho-maria, para não sujar panelas ao retirar os alimentos das vasilhas para microondas. Não deu certo. Eu e o cachorro comemos a comida fria mesmo. "Carne de soja gelada é uma delícia", imaginem só. Não consegui me convencer disso.
O silêncio absoluto a cada momento me lembrava que não havia nada para fazer. Nem computador, nem rádio e nem mesmo a televisão que gosto tão pouco.
Onde estaria a conta que supostamente deveria estar paga juntamente com as demais? Provavelmente não havia sido entregue no meu apartamento e por não estar com as contas a pagar, não foi paga.
O telefone ainda funcionava. Mas ligar para quem?
Para a Bandeirantes, é claro!
E aí o estresse de verdade começou.
Ao iniciar a conversa com o atendente logo percebi que no endereço de faturamento da conta de junho constava o meu antigo endereço (mudei a quase dois anos). Pronto! A conta de maio havia sido enviada para aquele endereço.
Mas quem havia alterado o endereço? Eu queria respostas! E ele não conseguia respondê-las!
A noite ia se aproximando e o apartamento ficando cada vez mais escuro. Eu tinha apenas uma vela, que iluminou a calorosa discussão com 4 atendentes diferentes por quase 2 horas.
Por mais que eu soubesse que o erro havia sido deles e o sentimento de indignação completa estivesse tomando conta de mim... Percebi que deveria realmente pagar a conta para ter a energia de volta.
E assim foi feito.
Ah! Mas não vai ficar assim, de jeito nenhum!
.
