Para aquele quem a saudade rouba

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Sinto um vazio que não pode ser preenchido
com um abraço
Pois a distância se faz eterna, malvada
e sem limites

A necessidade de estar, de tocar, de sentir o calor,
evapora em sentimentos sem sentido
e explicações sem respostas
que tento inventar para mim mesma

Quero o que não pode ser. É assim. Sempre foi.
E me agarro a esse querer
Como nos agarramos a um travesseiro numa noite triste
"De repente amanhã pode se tornar realidade!"

Divido a minha felicidade com alguém imaginário
Inventando por mim, com características suas
Talvez ele tenha também o seu olhar
E da boca dele saia a sua voz
Como em uma alucinação febril
Que acalenta e sossega o peito por alguns instantes

Com esse vazio sou capaz de fazer amor
e me fazer amante
E você passa a existir um pouco em mim.

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