Da poesia, o amor

domingo, 3 de agosto de 2008

Quem quer extrair do amor, poesia?
Eu não!
Quero extrair da poesia, o amor
E que ele seja forte, intenso e profundo

Mas que não saia de qualquer poesia
Qualquer poesia corna
Qualquer poesia frágil
Qualquer poesia morna

Seja poesia infame
Daquelas que não sei escrever
Cheias de corpos entrelaçados
E olhares, vai saber

Teria um pouco de besteira
Um pouco de riso, nada de choro
Teria gosto, arrepios e cheiro
E sempre acabaria em gozo

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