A ingenuidade da graça e a graça da ingenuidade

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Me delicio com o riso fácil e o perfume enjoativo daquele que quer agradar
O toque afoito e desajeitado
O olho brilhante e carente de aprovação
O coração disposto a amar

Ainda sem as cicatrizes da alma
Sem o peito esfolado de tanta trombada
Sem a má fé digna daqueles que se decepcionaram
Apenas um risquinho do lado direito da face dourada

A ingenuidade genuína
Capaz de fazer o impossível, apenas se quiser
Mas das voltas do mundo ele não sabe
E gosta do que vier

Um menino grande
Com um sorriso grande
Mas um homem ainda pequeno
Pequeno e sem dor.

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