Acasos, destino, coincidências e sincronicidade

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Desde a adolescência a questão Acaso X Destino faz parte das conversinhas entre grupos de amigos. Uns dizem acreditar que ‘nada é por acaso’, outros dizem que sim, que seria sem graça demais se a vida estivesse predestinada, já que assim não importaria qual escolha fizéssemos que de qualquer maneira seria obra do destino. Não existiria livre-arbítrio.

E por aí as opiniões se dividem. E como encontrar um meio-termo capaz de dar conta da eterna dualidade homem/divino?

Sabe quando algo acontece na vida e de repente você encontra menções a esse ‘algo’ em todos os lugares? Por exemplo: Você quer comprar um carro, comenta isso com um amigo e a partir desse momento você passa a ver esse modelo de carro em todos os lugares. Ou então você descobre que tem uma doença e, da noite para o dia, várias pessoas com a mesma doença aparecem na sua vida.

A ciência positivista, cartesiana, diria que a partir do momento em que você começa a prestar atenção em algo, a sua mente fica atenta a tudo que for parecido, dando a impressão que a partir desse momento as coisas começaram a surgir na sua vida, porém elas sempre estiveram lá, você que nunca percebeu.

Algumas correntes da psicologia acreditam em algo semelhante. Acreditam na consciência intencional, na consciência de algo, digamos, a grosso modo, que a consciência ‘escolhe’ em que focar sua atenção. Ou então que esse carro, por exemplo, deixou de fazer parte do pano de fundo e passou a ser figura em sua vida, ganhando um papel de importância.

Será?

Um outro termo, chamado sincronicidade, parece se fazer necessário em algumas situações. A sincronicidade seria basicamente uma junção de eventos significativos para o sujeito que culminam num insight, numa compreensão maior do acontecimento, podendo envolver uma ou mais pessoas e ter um significado semelhante para todas elas.

Existem inúmeras situações de sincronicidade, algumas vezes pensamos em uma pessoa e em seguida ela nos liga dizendo que estava pensando na gente, sem nenhum motivo aparente para essa lembrança inesperada. Algumas vezes estamos em dúvida quanto a uma decisão difícil de ser tomada e, de repente, pegamos uma revista qualquer e lá está uma matéria imensa que trata absolutamente da mesma questão que está nos afligindo. E quando pensamos em visitar algum lugar até então desconhecido para o nosso círculo social e, do nada, sem que comentássemos com alguém, uma pessoa chega contando que foi para tal lugar no final de semana?

Mero acaso? Mera coincidência? Destino? Sincronicidade?

O que te vem à cabeça quando pensa palavras como: Sincronia, sincronismo, sincronizado?

Normalmente pensamos em sintonia, movimentos iguais, harmonia...
E porque seria tão estranho pensar que, se estamos sincronizados, sintonizados, com o pensamento de mais pessoas, isso seria um facilitador para que essas pessoas se aproximem da gente? Afinal sabemos que as pessoas se unem por afinidades, sejam ideológicas, estéticas, laborais, mas de qualquer maneira se unem por afinidades, e porque não afinidades de pensamento?

Então, antes de pensar na dicotomia Acaso x Destino, porque não podemos simplesmente acreditar que na medida em que pensamos e desejamos, atraímos para perto os objetos desse desejo?

Não seria mero acaso, muito menos mero destino... Seria busca!

.

0 recadinhos:

 
Fragmentos de Maya - Templates para novo blogger