quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Alguma vez você já parou para pensar o quanto são absurdas nossas práticas de beleza e saúde?
Para ter um sorriso bonito, dá-lhe brocas, raspagens que sangram as gengivas, pinças, aparelhos dentários que nos remetem aos aparelhos de tortura medieval.
Para ter os cabelos lisos e certinhos, dá-lhe chapinha, escova, produtos químicos com cheiros insuportáveis e tudo isso durante o verão brasileiro, que torna os rituais ainda mais quentes e desagradáveis.
Para pêlos loirinhos, descolorantes que ardem a pele e a pobre moça fica pulando igual uma macaca até dar o tempo de tirar.
E depilação? A cera fervente em cima da pele, retirada de surpresa para o seu espanto, dor e desconforto.
No oftalmologista dilatamos a pupila até um ponto onde não é possível enxergar um sofá com nitidez.
Na fonoaudióloga injetam líquidos quentes em nossos ouvidos para que percamos a noção de tempo, e principalmente, espaço.
No gastro te introduzem um tubo goela abaixo.
No neurologista colam eletrodos ligados a fios por toda sua cabeça.
E a ginecologista vem falar que meu útero é lindo e cor-de-rosa depois de me deixar minutos com aquele bico-de-pato enquanto fuça dentro de mim?
Tenha dó!
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