quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Fortaleza

Se eu fosse a metade da fortaleza que demonstro ser, tudo seria infinitamente mais fácil...
Eu me contentaria com a mão em vez de querer o braço inteiro.
Não me importaria com aqueles rápidos pensamentos que me invadem e me deixam com ciúmes do que eu nem sei se existe.
Não precisaria ser tão obsessiva e nem iria querer estar sempre no controle das situações... Consequentemente não seria tão ansiosa e não tentaria engolir o mundo inteiro de uma só vez, para ter certeza que ele cabe dentro de mim e que de lá não sairia.
Também não seria tão boba, tão apaixonada e definitivamente não seria tão impulsiva.
Não agiria como uma criança mimada que leva a bola embora quando não é escolhida para o time principal. Que acaba com tudo ao primeiro sinal de rejeição e depois se arrepende.
Talvez eu soubesse ser tão desencanada quanto eu gostaria. Talvez eu me importasse menos com as pessoas e precisasse menos do afeto delas.
Com certeza eu não iria precisar esconder ou me envergonhar do que sinto apenas para preservar a imagem.
Não esperaria por respostas quando soubesse que nunca viriam. Nem por abraços que não são espontâneos. Nem por carinhos de mãos que não denotam amor.
É possível que eu conseguisse me relacionar sem me envolver, que eu reagisse melhor às emoções e racionalizasse menos tudo o que falo e escrevo e vivo.
Mas eu não sou essa fortaleza!
Prestes a completar 28 anos percebo que sou mais humana do que gostaria. Sinto mais do que gostaria. Sonho mais do que gostaria. E não trocaria o jeito que sou por nada nesse mundo! Pois quem tiver que me amar, vai amar por, ou apesar de, tudo isso.

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